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Bancada federal discute criação do primeiro Parque Tecnológico na UFPI

A proposta é que o Parque Tecnológico abrigue vários centros de pesquisas em parceria com diversas instituições públicas e privadas.

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Na próxima segunda-feira (04), às 8h, representantes da Universidade Federal do Piauí (UFPI), Universidade Estadual do Piauí (USPI), e Instituto Federal do Piauí (IFPI), junto à bancada federal, discutirão, no Salão Nobre da UFPI, a viabilidade de construção do primeiro Parque Tecnológico do Estado. A proposta é que o Parque abrigue vários centros de pesquisas em parceria com diversas instituições públicas e privadas.

O Pró-Reitor de Pesquisa (PROPESQ), Prof. Dr. João Xavier da Cruz Neto, informou que o Parque Tecnológico já é um projeto discutido pelo Reitor, Prof. Dr. José Arimatéia Dantas Lopes, desde 2012 e que vinha sendo trabalhado pelo Núcleo de Inovação e Transferência de Tecnologia (NINTEC).

“Montamos uma missão técnica composta pelos professores Lívio César Cunha Nunes, Superintendente da Fundação Cultural e de Fomento à Pesquisa, Ensino, Extensão e Inovação (Fadex); Maria Rita de Morais Chaves Santos, Coordenadora do NINTEC; e Angel Alberto Hidalgo, Coordenador da Coordenadoria de Projetos Estruturantes da PROPESQ, com o intuito de visitar parques tecnológicos em Natal/RN, São José dos Campos/SP, Florianópolis/SC e Palhoça/SC. No dia 16 de outubro, fizemos uma reunião, onde eles elaboraram um relatório e prepararam uma apresentação. Com isso, foi definido qual o modelo de parque será adotado pela UFPI”, destacou.

O Parque Tecnológico abrigará como, por exemplo, o centro de Biofotônica e de Biomateriais, que usa a luz, em formas de laser ou leds, como medidor de parâmetros para diagnósticos e tratamentos de doenças, como o câncer, Alzheimer, dentre outras.

Segundo o Prof. Dr. Bartolomeu Cruz, o Centro de Biofotônica será voltado para desenvolvimento de tecnologias para indústrias dentro e fora do país. “A ideia é que o centro, no futuro, seja totalmente autossustentável, com projetos de pesquisas desenvolvidos para os problemas das indústrias na área”, afirmou.

A criação de outros centros dentro do Parque Tecnológico já está sendo discutida como pesquisas em Computação, Engenharias Mecânica e Eletrônica e outras áreas do saber, com participação direta de empresas e da sociedade em geral.

“Como característica de qualquer parque tecnológico, envolverá as instituições de pesquisa do Estado tais como UFPI, IFPI, UESPI e EMBRAPA, bem como as faculdades particulares que se dispuserem a participar. O polo terá uma área delimitada abrangendo boa parte da UFPI, onde teremos incentivos tecnológicos (apoio científico, humano e material), bem como incentivos fiscais (estaduais e municipais) para empresas de base tecnológica que se desenvolverem ou instalarem nesse ecossistema. Ultrapassará a área geográfica possuindo polos ou parceiros em outros espaços e/ou municípios. A princípio foram eleitas quatro linhas de atuação prioritária (mas não limitante): Energias renováveis; Biotecnologia e Saúde; TIC”s e Robótica; Agronegócios”, explica o Superintendente da FADEX, Prof. Dr. Lívio Nunes.